O homem é, ao mesmo tempo, um ser muito singular e muito fraco. É singular no sentido de que, mesmo em meio aos fenômenos que o cercam, não deixa de seguir a sua rotina, espiritualmente falando. É fraco porque, depois de ter visto e ter-se convencido, ri porque seu vizinho riu e não pensa mais naquilo. E notai que aqui falo, não de seres vulgares, sem reflexão e sem experiência. Não. Falo de gente inteligente e, na maioria, esclarecida.(Lamennais)

Mérito (fr. Mérite): Quando o homem concebeu, por sua razão, o bem ou o justo, como regra obrigatória de sua conduta, ele pode, em virtude de sua liberdade, seguir ou violar as leis que essa concepção lhe impõe. Que ele as siga ou as viole, o cumprimento da ação a propósito da qual o discernimento do bem e do mal foi exercido, determina uma segunda concepção de razão, a do mérito e do demérito. Se ele submeteu sua liberdade à regra do dever, tem mérito; há demérito, se ele preferiu seu interesse ou seu prazer, ao dever. (Dictionnaire des sciences philosophiques, 2ª ed. Paris, 1875.)


